Programação
Constelação Familiar:
A Cura através do Olhar Sistêmico
Muitas vezes, enfrentamos dificuldades que parecem não ter solução: conflitos repetitivos na família, bloqueios na vida financeira, dificuldades em manter relacionamentos saudáveis ou até mesmo sintomas físicos e emocionais persistentes. Essas questões podem nos levar a um estado de frustração e impotência, fazendo-nos sentir que estamos presos em um ciclo interminável de problemas sem fim à vista.
A Constelação Familiar revela que muitos desses desafios não pertencem apenas a nós, mas são reflexos de "emaranhamentos" no nosso sistema familiar. Esses emaranhamentos podem ser o resultado de experiências não resolvidas de nossos antepassados, que se manifestam em nossa vida cotidiana de maneiras sutis, mas impactantes. Através deste olhar sistêmico, podemos começar a entender que nossas dificuldades podem estar ligadas a padrões herdados que precisam ser reconhecidos e curados.
O que é a Constelação Familiar?
Desenvolvida pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, a Constelação Familiar é uma abordagem terapêutica sistêmica e fenomenológica. Ela se baseia na compreensão de que somos parte de um sistema maior e que os eventos vividos por nossos antepassados — como perdas, exclusões, segredos ou injustiças — podem influenciar diretamente a nossa vida hoje, muitas vezes de forma inconsciente. Essa abordagem nos convida a olhar para a nossa história familiar e a considerar como ela pode estar moldando nossas experiências atuais.
O objetivo da Constelação não é apenas "analisar" o problema, mas trazer à luz a dinâmica oculta que está causando o desequilíbrio e buscar uma nova ordem que permita o fluxo do amor e da vida. Ao fazer isso, conseguimos liberar as energias que estavam presas e restaurar a harmonia nas relações familiares, criando espaço para a cura e o crescimento pessoal.
As Três Leis do Amor (Ordens do Amor)
Hellinger identificou três leis fundamentais que regem os sistemas humanos. Quando essas leis são desrespeitadas, surgem os conflitos. O trabalho de Constelação foca em restaurar:
Pertencimento: Todos os membros de uma família têm o direito de pertencer. Quando alguém é esquecido ou excluído, o sistema busca compensação, muitas vezes fazendo com que um descendente repita o destino desse antepassado. Essa exclusão pode ser sutil, como a negação de um nome ou a falta de reconhecimento de uma dor, mas suas repercussões podem ser profundas e duradouras.
Ordem (Hierarquia): Existe uma ordem de precedência. Quem veio antes tem prioridade sobre quem veio depois. Quando os filhos tentam "cuidar" dos problemas dos pais ou se sentem maiores que eles, o equilíbrio é rompido. Essa inversão de papéis pode causar um grande estrago nas dinâmicas familiares, levando a sentimentos de confusão e desorientação entre os membros da família.
Equilíbrio entre Dar e Tomar: Nas relações entre iguais (como casais, sócios e amigos), deve haver um equilíbrio entre o que se dá e o que se recebe para que a relação prospere. Quando esse equilíbrio é quebrado, podem surgir ressentimentos e descontentamentos que afetam a qualidade das interações e a saúde emocional dos envolvidos.
Como funciona uma sessão?
A Constelação pode ser realizada individualmente (com bonecos ou âncoras de solo) ou em grupo. Cada formato tem suas peculiaridades e pode proporcionar experiências transformadoras para os participantes.
O cliente traz uma questão específica que deseja trabalhar. Através da montagem do "campo sistêmico", observamos como os elementos do sistema se posicionam. Durante a sessão, o terapeuta auxilia o cliente a:
Identificar exclusões e emaranhamentos, permitindo que o cliente compreenda as raízes de suas dificuldades.
Honrar e dar lugar aos antepassados, reconhecendo a importância de suas histórias e experiências na formação do presente.
Assumir o seu lugar correto na hierarquia familiar, promovendo o restabelecimento do equilíbrio nas relações.
Pronunciar frases de solução que trazem alívio e ordem ao sistema, ajudando a liberar as energias bloqueadas e a restaurar o fluxo do amor.
Para quais casos é indicada?
A Constelação Familiar é uma ferramenta poderosa para tratar uma ampla gama de questões, sendo especialmente eficaz em:
Conflitos familiares (pais, filhos, irmãos), onde a comunicação e a compreensão mútua estão comprometidas.
Dificuldades em relacionamentos afetivos e divórcios difíceis, ajudando a resolver mágoas e a encontrar um caminho para a paz.
Padrões repetitivos de fracasso profissional ou financeiro, permitindo que os indivíduos se libertem de ciclos de autossabotagem.
Sentimentos de vazio, depressão ou ansiedade sem causa aparente, que podem estar ligados a questões não resolvidas do passado.
Auxílio na compreensão de doenças e sintomas físicos sob a ótica sistêmica, promovendo uma visão mais holística da saúde e do bem-estar.
1. O Conceito de Epigenética: A Ciência por trás do Sistema
É importante explicar que a Constelação não é "misticismo". A ciência moderna, através da Epigenética, já comprova que traumas vividos por nossos antepassados podem deixar marcas biológicas no DNA, influenciando nosso comportamento e saúde emocional.
2. Postura Fenomenológica: O "Ir além do Julgamento"
Na Constelação, o terapeuta e o cliente devem adotar uma postura de abertura total ao que se revela no "campo".
O que acrescentar: Explique que o processo não busca culpados (como "meus pais erraram comigo"), mas sim olhar para os destinos com respeito, exatamente como foram. Isso gera uma profunda paz interior e aceitação.
3. As Diferentes Formas de Atendimento
Muitos clientes têm dúvidas sobre como a técnica funciona na prática. Detalhar os formatos ajuda na conversão:
Constelação em Grupo: Onde pessoas (representantes) emprestam sua percepção para representar membros do sistema do cliente.
Constelação Individual com Bonecos: Onde objetos simbolizam o sistema. É ideal para quem prefere privacidade ou quer um atendimento focado exclusivamente no seu tempo.
4. A Diferença entre "Ajudar" e "Servir"
Na visão de Bert Hellinger, o terapeuta sistêmico não "ajuda" no sentido comum da palavra, ele serve ao sistema do cliente.
O que acrescentar: O terapeuta não interfere no destino do cliente, ele apenas ajuda a revelar o que está oculto para que o próprio cliente tenha força para seguir seu caminho.
5. O Movimento da Alma (Ou Movimento do Espírito)
Às vezes, a solução de uma constelação não acontece de imediato após a sessão.
O que acrescentar: Esclareça que a Constelação planta uma semente. O "movimento" continua acontecendo no inconsciente do cliente por semanas ou meses após o encontro. É um processo de maturação interna
.
6. Ética e Responsabilidade
Como você trabalha com saúde e bem-estar, é vital pontuar que a Constelação é uma terapia complementar.
O que acrescentar: Deixe claro que ela não substitui tratamentos médicos ou psiquiátricos,

O livro "As Ordens da Ajuda", escrito por Bert Hellinger, é uma das obras mais fundamentais para terapeutas, profissionais da saúde, educadores e qualquer pessoa que atue no cuidado ao próximo. Nele, Hellinger expande a visão sistêmica das Constelações Familiares para o ato de ajudar.
A premissa central é que ajudar é uma arte, e para que essa ajuda seja eficaz e não cause danos (tanto ao ajudante quanto a quem recebe), ela deve seguir ordens específicas.
Aqui estão os pontos principais desse livro, ideais para você usar no seu site como um diferencial ético e profissional:
As 5 Ordens da Ajuda
Hellinger descreve que, quando essas ordens são respeitadas, a ajuda flui com força. Quando são ignoradas, a ajuda gera dependência, arrogância ou exaustão.
1. Dar apenas o que se tem e receber apenas o que se necessita
A ajuda só é saudável quando o ajudante não tenta dar mais do que possui e quando quem recebe não espera mais do que o necessário.
O desequilíbrio: Tentar salvar alguém ou dar algo que a pessoa não pode retribuir em termos de crescimento pessoal gera um peso insuportável.
2. Respeitar o destino e as circunstâncias do outro
Esta é uma ordem de humildade. O ajudante deve respeitar o destino da pessoa, por mais difícil que ele seja.
O desequilíbrio: Quando o ajudante quer mudar o destino do outro a qualquer custo, ele se coloca "acima" da pessoa e do próprio sistema dela, enfraquecendo quem está sendo ajudado.
3. Colocar-se diante do cliente como um adulto diante de outro adulto
O terapeuta ou ajudante não deve ocupar o lugar de "pai" ou "mãe" do cliente.
O desequilíbrio: Se o cliente busca um pai no terapeuta e o terapeuta aceita esse papel, a relação torna-se infantilizada. A verdadeira ajuda fortalece o adulto no cliente para que ele tome as rédeas da própria vida.
4. A ajuda deve ser sistêmica (Olhar para a família)
O ajudante não olha para o cliente como um indivíduo isolado, mas como parte de um sistema.
O desequilíbrio: Se o ajudante julga ou exclui os pais do cliente (achando que eles são o problema), ele perde a força para ajudar, pois o cliente é 50% pai e 50% mãe. A ajuda eficaz inclui e honra todo o sistema.
5. O amor ao próximo (Sem julgamento)
Ajudar exige uma postura de não julgamento. É olhar para o outro com "amor ao mundo como ele é".
O desequilíbrio: Julgar o que é "certo" ou "errado" na vida do outro fecha a porta para a solução sistêmica.


